COCKTAIL RING: NOSSO GRITO DE LIBERDADE

 

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Virginia Woolf escreveu em 1929 que a independência financeira é um dos principais caminhos que levam mulheres à liberdade.

Ninguém sabe mais disso do que as mulheres dos anos 20.

A década foi uma época de muitas mudanças sociais para elas, e a financeira foi uma destas. Mas uma foi essencial para que você esteja me lendo agora. Isso porque, pela primeira vez na história, nós, mulheres, saímos de casa para trabalhar.

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Ganhar nosso próprio dinheiro nos trouxe a liberdade tão sonhada. E então a emancipação se estendeu para a moda: cabelos curtíssimos, escandalosas calças compridas (até então proibidas para mulheres), saias cada vez menores, e um acessório que brilhava no dedo: o cocktail ring.

“Os cocktail rings eram anéis enormes, com uma pedra central grande e chamativa o bastante, muitas vezes rodeada de diamantes, quase sempre utilizados no dedo anelar direito, e na maioria das vezes em ouro branco – que, segundo alguns pesquisadores, teve um boom de vendas nessa época como uma alternativa mais econômica à platina.” explica a designer de joias Jéssica Garcia, fundadora da Detelle Joias.

“Toda essa exuberância tinha razão de ser: era preciso gritar em cores, brilho e glamour ‘agora podemos comprar nossos anéis com nosso próprio dinheiro!'”, complementa.

Todas as características do cocktail ring eram combinadas de forma calculada e precisa para que a joia não fosse confundida com anel de compromisso ou aliança de noivado.

O importante era deixar claro que ele havia sido adquirido com dinheiro próprio.

image.pngO porquê do nome

O nome “cocktail ring” foi inspirado em outra liberdade – advinda também da financeira. A de poder beber em público.

Nos anos 20 nos EUA o consumo de bebida alcoólica era ilegal, por isso os bares clandestinos tornaram-se um ímã para a socialização e o consumo ilícito se tornou símbolo de rebeldia e poder. Muito poder.

“Para as mulheres, ostentar um drink na mão com um belo anel reluzente foi apenas mais uma forma de gritar nossas conquistas e exibir nossa independência.” finaliza Jéssica.

É O PODER!

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